Por meio das ações em segurança hídrica do programa Ventos que Transformam, foram implantados 5 tanques em lajedos de pedra nas comunidades Quitonga, Laguinha, Exu e Vermelha, no município de Caetés/PE.

Ao todo, são 120 famílias beneficiadas. Cada tanque instalado consegue armazenar até 30 mil litros de água da chuva. Essa tecnologia social usa as rochas naturais, típicas da região semiárida, para transformá-las em grandes reservatórios de água. Os materiais utilizados na construção do tanque variam de acordo com as especificidades de cada lajedo, que passa a ser murado e toda a terra é retirada, deixando a pedra pronta para receber a água da chuva. Com a contenção da água na superfície desses lajedos, durante o período chuvoso, que ocorre geralmente entre os meses de março a julho, as famílias poderão usar o recurso hídrico por até 8 meses, fundamental para os períodos de estiagem do Nordeste brasileiro. A água irá abastecer de forma solidária e coletiva as famílias e animais das comunidades rurais. As agricultoras e os agricultores locais celebram a conquista.

Para Adeildo de Melo, 55, morador de Quitonga, o tanque de pedra terá um impacto significativo para a comunidade. “Agora temos a oportunidade de acumular essa água da chuva e aproveitá-la no nosso dia a dia, ajuda muito na organização dos agricultores locais e para nossas criações, água é vida”, comemora. O tanque de pedra contribui de forma concreta para reduzir a vulnerabilidade de famílias rurais. Quando essas pessoas não possuem formas adequadas para o armazenamento da água, são obrigadas a se deslocar por longos percursos, a fim de obter o recurso para realização de suas atividades básicas.

Além dos tanques de pedra, por meio do programa Ventos que Transformam já foram realizadas diversas ações com foco em segurança hídrica, como a construção de mais de 170 cisternas de placas na região dos municípios pernambucanos Caetés e Capoeiras.

Os municípios atendidos caracterizam-se pelo clima semiárido. Nas comunidades rurais, milhares de famílias convivem com a escassez de água, ocasionada por diversos fatores, tais como a imprevisibilidade das chuvas e a ausência de tecnologias de captação e armazenamento. Assim, é crucial a ampliação da infraestrutura hídrica básica nessas comunidades, incluindo a organização dessas pessoas para que possam gerir esses equipamentos com viabilidade técnica, econômica e de forma sustentável. O uso de tecnologias sociais de baixo custo é estratégico para a convivência com o semiárido e para provocar alterações no cenário da escassez de água para consumo humano e produção de alimentos. As tecnologias sociais de segurança hídrica são alternativas que ajudam a transformar a realidade do semiárido, contribuindo para uma melhor qualidade de vida da população.

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