29/08/2018

Como funciona um Leilão de Energia

Gerador passa por diversas fases antes de comercializar energia

O Leilão de Energia Nova A-6, promovido pelo Ministério de Minas e Energia (MME), será realizado no próximo dia 31 de agosto e marca um importante momento para o mercado. Mas você sabe como funciona esse processo, responsável por levar energia aos lares brasileiros?

O termo Leilão de Energia Nova A-6 é autoexplicativo. A parte do “Leilão” está relacionada à sua dinâmica na qual os diversos empreendedores agem como em leilões tradicionais, ou seja, os interessados dão os seus lances para a contratação no ACR. No entanto, ao contrário do que ocorre nos leilões tradicionais, o vencedor é aquele que oferece seu MWh pelo menor preço, sendo que o valor máximo é previamente estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O termo “Energia Nova” remete ao fato do empreendimento estar em construção, diferentemente de “Energia Existente”. E o “A-6” se refere ao período em que ele deverá entrar em operação, mais especificamente, daqui a 6 anos – no A-4 seriam 4 anos e assim por diante.

Enquanto em sua etimologia o Leilão de Energia Nova é simples, na prática é complexo e envolve procedimentos e etapas burocráticos para validação de seus participantes. No cadastramento, por exemplo, as práticas do gerador são analisadas e ele deve corresponder a alguns requisitos, como: produção de energia baseada em dados de vento com três ou mais anos de medição, ter licenciamento ambiental e terreno contratado e regularizado.

Devidamente habilitados, os geradores entram no certame – realizado online – com os valores dos “lances” definidos. “Os cálculos são feitos a partir de modelos financeiros que consideram a geração energética, CAPEX (despesas de capital), OPEX (despesas operacionais) e variáveis econômicas do leilão e do mercado de capitais”, explica Gustavo Bohme, Gerente de Performance da Echoenergia.

Antes de vencer, o gerador precisa estar preparado, com um planejamento traçado a ser seguido. Nesse momento, o CAPEX do projeto utilizado nos modelos econômicos é definido com base em um projeto básico de engenharia e cronograma de obra, que sinalizará se o projeto poderá entrar em operação antecipadamente ou não. “Fato que melhora relevantemente a competitividade do projeto”, pontua Bohme.

É através desse processo licitatório que os empreendimentos têm permissão para vender sua energia no Ambiente de Contratação Regulada (ACR). A Echoenergia, aprovada com sucesso nas fases de cadastramento e habilitação, participará do Leilão A-6 e terá a postos seu time de TI, que organiza um ambiente altamente confiável, com acesso a back-ups, prevenindo qualquer imprevisto durante o certame em termos de conexão e infraestrutura.