26/09/2018

Melhores ventos do mundo contribuem para potencial eólico brasileiro

Características da fonte no país são ideais para geração de energia

O mercado eólico brasileiro vive forte expansão há mais de uma década. Avanços tecnológicos, investimentos e condições climáticas favoráveis são alguns dos fatores que explicam o crescimento. Outro aspecto que contribui muito para o cenário é a qualidade dos ventos nacionais.

Suas características são consideradas ideais para a geração de energia: são estáveis, constantes, não mudam bruscamente de velocidade e direção, além de apresentarem a intensidade adequada.

Esses elementos resultam em alta produtividade energética, que atinge fator de capacidade médio de 40%, com picos de 60% a 70% no Nordeste. Os dados representam quase o dobro da média mundial, em torno de 25%.

Por esta razão, os recordes não param. No Nordeste, o último registrado foi em 19 de agosto, com máxima de 8.247 MW no dia, o que representa um abastecimento de 98% da região, segundo o Operador do Sistema Elétrico (ONS).

Outro fator que influencia no crescimento da fonte é o desenvolvimento da cadeia produtiva local. Hoje, cerca de 80% dos componentes de um aerogerador são produzidos em território nacional.

Foram mais de R$ 134 bilhões investidos no setor nos últimos sete anos e os resultados estão aí para comprovar. Atualmente, são 13,4 GW de potência instalada, número que coloca o Brasil na 8ª posição do Ranking Mundial de Capacidade Instalada de Energia Eólica.

São mais de 518 parques eólicos e mais de 6.600 aerogeradores em operação. A estimativa para o futuro é positiva. Estima-se que, até 2022, a força dos ventos será capaz de abastecer cerca de 33 milhões de residências no país.

Com 34 parques eólicos e 700 MW de potência instalada em empreendimentos no Nordeste, a Echoenergia é ator importante para este futuro. A empresa tem como meta atingir 1,5 GW nos próximos anos.

* Fontes: Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) e Relatório Anual do Global Wind Energy Council (GWEC)